sábado, 25 de maio de 2019


ORCID: OPEN RESEARCHER AND CONTRIBUTOR ID
 “Código de barras” para cada pesquisador no mundo


Fabrício Ribeiro Garcia[1]
 1-INTRODUÇÃO
ORCiD (Open Researcher and Contributor ID) é um identificador digital persistente para pesquisadores e colaboradores que o segue ao longo da sua carreira, independente de sua formação ou afiliação. O ORCID é um identificador digital único, gratuito e persistente, e possui dois objetivos principais sendo o primeiro de distingue um autor de outro- resolvendo assim o problema da ambiguidade devido às semelhanças de nomes, pois substitui as variações de nomes por um único código numérico- e o segundo de realizar a interoperabilidade entre sistemas- visto há uma diversidade de bases de dados, porem estas, na sua grande maioria, não se comunicação entre se.
O ORCID foi criado em 2012 por um grupo de publishers internacionais, entre os quais a Thomson Reuters, Elsevier, Springer, ISNI, Wiley, etc., a partir da criação de uma organização internacional sem fins lucrativos de mesmo nome para resolver o problema de ambiguidade e para o benefício de todas as partes interessadas, incluindo instituições de pesquisa, financiamento organizações, editores e pesquisadores.

2-DESAMBIGUAÇÃO DE AUTORES
É frequente que um mesmo autor seja indexado ou referenciado de diferentes formas, como apresentado abaixo, ou ainda autores que sejam homônimos, o que na pratica pode ocorrer a dispersão da produtividade acadêmica, visto que para cada padrão de indexação ou referência utilizado ao longo da sua vida, poderá existir uma quantidade limitada de publicações, e desta forma não refletindo a sua real produtividade  acadêmica.
                                   
Garcia Ribeiro, Fabrício
Garcia Ribeiro, F.
Garcia, Fabrício Ribeiro

Garcia, F.R.
...
                       
O ORCID veio para padronizar e eliminar a ambiguidade dentre nomes de pesquisadores, realizando a diferenciação a partir do código fornecido aos autores.  O código numérico fornecido é composto de 16 dígitos, separados de 4 em 4 por um hífen, precedido de https://orcid.org/ para que se torne uma URL válida, como apresentado na figura 01, abaixo. Além da URL, os autores recebem um QR Code, o qual tem sido frequentemente utilizado por alguns periódicos em substituição ao código numérico.

Figura 01. Exemplo de composição do identificador ORCID

O ORCID armazena informações como nome, variações de nome, e-mail, outros identificadores cadastrados, variações da indexação e formas de referências, emprego, educação, qualificações, afiliação, financiamentos e atividades, tais como publicações, concessões, patentes e outros trabalhos acadêmicos, como apresentado na figura 02 abaixo.

Figura 02. Informações armazenadas no ORCID
Para ser efetivo identificadores precisarão ser incorporados vários fluxos de trabalho de editor. Talvez o mais simples é a submissão do manuscrito sistema, onde um identificador ORCID pode ser coletado do correspondente autor no momento da submissão. Associando um identificador único com um autor reduz contas de autor duplicadas e permite que os editores forneçam uma representação do trabalho anterior de um autor e citações. Se dados adicionais estiverem vinculados com o identificador, associação com o perfil do autor pode ajudar o autor a preencher o formulário de inscrição, incluindo afiliação em formação.

3-INTEROPERABILIDADE ENTRE BASES DE DADOS 
Na sua grande maioria as bases de dados costumam não ter comunicação entre si, desta forma o fluxo de informações pode ser entendido isoladamente como uma estrutura vertical. Desta forma, o segundo problema para qual o ORCID foi idealizado é tentar resolver a questão da falta de comunicação entre as diversas bases de dados. Para isso o ORCID trabalha fazendo as conexões entre as bases de dados, sendo estas, por exemplo, as universidades, editoras, publicadores, financiadores e pesquisadores, como apresentado no esquema abaixo na figura 03. Assim, a estrutura de dados criada pela integralização das bases adota um fluxo de informações verticalizado, e assim melhorando significativamente a cadeia de comunicação.
                                                        Figura 03. Interoperabilidade das bases no ORCID 
A interoperabilidade criada pelo ORCID facilita a atualização de dados e informações à medida que proporciona a integração entre os indivíduos e suas atividades profissionais, registro em bases e bancos de dados, atualização de informações e publicações, coleta e validação de informações e currículos por entidades como órgãos de financiamento, editores, universidades e grupos de pesquisa. 

4-CRIANDO SEU REGISTRO
O registro do ORCID pode ser realizado como conta pessoal ou conta institucional, como apresentado na figura 03, para conta pessoal os passos são os descritos abaixo:
 Figura 04. Informações cadastro inicial ORCID 
Para realizar o registro basta acessar o site https://orcid.org/signin, e preencher o formulário com nome, sobrenome, email primário, email adicional, criar e confirmar uma senha,  apresentado na figura 04.


Figura 05. Informações cadastro inicial ORCID

Ainda no mesmo formulário o usuário deve ajustar as configurações de visibilidade da conta, configurações de notificação e termos de uso. No que tange a visibilidade das informações do perfil do ORCID o usuário pode optar por três padrões, como apresentados abaixo na figura 05,   que são: a) todos- na qual qualquer usuário pode ter acesso às informações de perfil-, b) partes confiáveis- na qual as informações só podem ser vistas por parte confiável que você tenha concedido acesso ao seu registro-, e c) apenas eu-  na qual as informações do perfil ficam privadas e só podem ser vistas por você e por pessoas de confiança que você concedeu acesso para ajudar a administrar seu registro ORCID em seu nome. Por fim, o usuário realiza a verificação de segurança e então finaliza seu registro.
Figura 06. Informações cadastro inicial ORCID,

5-ADICIONANDO INFORMAÇÕES
No que tange à interoperabilidade, o ORCID assumiu um importante papel no sentido de reduzir a carga de informação para os investigadores, tanto na tarefa imediata de preencher informações básicas sobre formulários, bem como relatórios de progresso de longo prazo. Assim, após o cadastro realizado o usuário deverá fornecer informações sobre variações de seu nome, área de pesquisa, palavras-chave, biografia, formação, emprego, financiamentos e trabalhos, websites, outros identificadores e e-mails.
Biografia: adicione o resumo de sua biografia profissional.
Formação: Preencha as informações de formação: graduação e pós-graduação
Emprego: inclua informações sobre vínculos institucionais e/ou empregatícios, atuais ou não
Financiamentos: adicione informações sobre bolsas ou financiamentos recebidos.
Trabalhos: adicione os trabalhos de sua autoria.
Figura 07. Informações armazenadas no ORCID

O ORCID permite a atualização de dados por três formas, que são elas:
·         A interoperabilidade que permite que se tenha integração com outros identificadores como o Crossref DOIResearcher ID, Redalyc iD e Scopus iD, assim a atualização é realizada de forma direta com as bases de dados integradas ao ORCID. Nesta forma tem-se a garantia da atualização automática de seus trabalhos toda vez que as outras plataformas forem atualizadas;
·         Para algumas bases de dados que não possui integração com o ORCID é possível importar seus trabalhos por meio de upload de arquivo formato BibTex, como é o caso do Google Scholar;
·     Por fim, há a possibilidade de realizar a conexão manualmente para dados que não estão vinculados a nenhuma outra base de dados. 

REFERÊNCIAS
HERÉDIA, Ana. Elsevier Scopus e ORCID para USP. In: Workshop ORCID USP: Autoridade e Integração de Dados Data: 14 de outubro 2015. Disponível em: https://pt.slideshare.net/sibiusp/ana-herdia-scopus-id Acesso em: Abril 2019.
PESSOA, Lilian. ORCID: Adoção e Uso pela Comunidade Acadêmica. In: Workshop ORCID USP: Autoridade e Integração de Dados Data: 14 de outubro 2015. Disponível em: https://pt.slideshare.net/sibiusp/lilian-pessoa-autoridade-e-integrao-em-comunicao-digital-orcid Acesso em: Abril 2019.
SIBiUSP. Apresentação do Identificador ORCiD. Maio 2018. Disponível em: http://www.sibi.usp.br/wp- content/uploads/2018/06/Apresentacao_ORCID_SIBiUSP_Maio_2018.pdf  Acesso em: Abril 2019.


[1]) Mestrando Programa de Pós-graduação em  Engenharia Civil-UFBA-Salvador-BA, rgfabricio@gmail.com, http://orcid.org/0000-0001-6128-1270

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Uma das principais normas da ABNT para trabalhos acadêmicos: A NBR 6028/2003.



A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT é uma entidade privada sem fins lucrativos responsável pela normalização técnica no Brasil. Constantemente as normas da ABNT são associadas a trabalhos acadêmicos, apresentando regulamentações de fontes, margens, referências, resumos, entre outras. Nesse contexto, é apresentada a NBR 6028/2003 referente a Informação e Documentação - Resumo - Apresentação.

A NBR 6028 do ano de 2003 é responsável por normalizar os procedimentos para composição e apresentação de resumos, criando dessa forma, um padrão.  A NBR 6028 foi criada pelo comitê 14 - Comitê Brasileiro de Finanças, Bancos, Seguros, Comércio, Administração e Documentação, e atualmente está passando por uma atualização, no entanto, a norma publicada em 2003 continua em vigor. 

Constituída por apenas duas páginas, a norma é dividida em três partes. Na primeira, é apresentado o objetivo da NBR 6028/2003, em seguida são elencadas algumas definições para o entendimento da norma, e por fim, são apresentadas as regras gerais para a apresentação de um resumo em língua vernácula e nas demais línguas. 

De acordo a NBR 6028/2003, o objetivo da Norma é estabelecer os requisitos para produção e apresentação de um resumo. Resumo é uma apresentação concisa de pontos relevantes de um documento, devendo ressaltar o objetivo, o método e as conclusões do documento, além das palavras-chave. Podem ser divididos em três tipos, sendo: Resumo critico, indicativo e informativo. 
  • O resumo critico é conhecido também como resenha, e nele é contido uma analise critica de um documento.
  • O resumo indicativo estabelece os pontos principais de um documento, não apresentando dados qualitativos ou qualitativos. Esse tipo de resumo não dispensa consulta ao documento original.
  • O resumo informativo indica ao leitor a finalidade, metodologia, resultados e conclusões do documento. Esse tipo de resumo é o que está contido nos trabalhos acadêmicos (monografias, dissertações, teses). 
O resumo deve ser precedido da referência do documento, exceto o resumo inserido no próprio documento. Quanto a extensão, os resumos podem ter:
  • De 150 a 500 palavras os resumos de trabalhos acadêmicos (monografias, teses, dissertações) e relatórios técnicos-científicos.
  • De 100 a 250 palavras os resumos de artigo de periódicos.
  • De 50 a 100 palavras os resumos destinados a indicações breves.
No caso do resumo critico,  não existe limite de palavras. 

Além disso, A NBR 6028/2003 destaca elementos a serem evitados. São eles:
  • Símbolos e contrações que não sejam de uso corrente.
  • Fórmulas, equações, diagramas e outros, que não sejam absolutamente necessários. Quando seu emprego for indispensável, é necessário defini-los na primeira vez que aparecem. 

Exemplo de Resumo:

Exemplo de Abstract:

Segue as mesmas normas que um resumo em letras vernáculas. 

Referências Bibliográficas:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: Informação e documentação: Resumo - Apresentação. Rio de Janeiro, p. 1. 2003.

MARTINS, Everton. Resumo e abstract do TCC: aprenda como fazer nas normas ABNT. Blog Mettzer, 08 de jun. De 2017. Disponível em: <https://blog.mettzer.com/resumo-abstract-tcc/>. Acesso em: 19 de maio de 2019.

CATIVO, Jorge. NBR 6028 - Resumo. Biblioteconomia Digital: Informação, Tecnologia e Conhecimento. Disponível em: <https://www.biblioteconomiadigital.com.br/2011/07/nbr-6028-resumo.html>. Acesso em: 19 de maio de 2019.

Norma ABNT – Resumo na Língua Vernácula, Blog formataçãoBR, 16 de janeiro 2018. Disponível em: <http://www.formatacaobr.com.br/norma-abnt-resumo-lingua-vernacula/> . Acesso em: 23 de maio de 2019.

Normas para elaboração de Projetos de pesquisa, trabalhos acadêmico-científicos e revistas científicas. Centro Universitário Internacional UNINTER, 2012. Disponível em:
<http://ava.grupouninter.com.br/tead/armando/html5/normas/> Acesso em: 23 de maio de 2019. 



LateX e outros editores automatizados de formatação de trabalhos científicos

LateX e outros editores automatizados de formatação de trabalhos científicos


Mahara Iasmine Sampaio Cardoso Lima 
Introdução


O LATEX é um pacote computacional feito para a preparação de textos impressos de alta qualidade, especialmente para textos matemáticos.  É possível  programá-lo para que seus textos tenham um padrão específico de formatação, como a ABNT, por exemplo. O LaTEx foi desenvolvido em 1984 por Leslie Lamport a partir do sistema tipográfico TEX criado por Donald Knuth em 1978 (SANTOS, 2011).
Os programas de processamento de texto podem ser divididos em duas classes. A primeira utilizada o método chamado ``what-you-see-iswhat-you-get'' (WYSWYG), existe um menu na tela apresentando os recursos que podem ser selecionados com o uso do mouse. Depois de selecionado um recurso, o texto é digitado e aparece na tela exatamente como vai ser impresso no papel. O usuário pode ver logo no estágio de entrada do texto, se o texto será impresso como esperado. A segunda classe, que é a que pertence o LATEX, o processamento do texto é feito em duas etapas distintas. O texto a ser impresso e os comandos de formatação são escritos em um arquivo fonte com o uso de um editor de textos. Em seguida o arquivo fonte é submetido a um programa formatador de textos, no nosso caso o LATEX, que gera um arquivo de saída, que pode ser impresso ou visualizado na tela (SANTOS, 2011).
O propósito do LaTeX é proporcionar aos autores a melhor qualidade tipográfica possível, com um mínimo de esforço ou de conhecimento técnico: “LaTeX foi concebido para livrar-te de preocupações em relação à formatação, permitindo que te concentres na escrita. Se gastas muito tempo a te preocupares com a forma, estás a utilizar incorretamente o LaTeX” (LAMPORT, 1994, p. 8 apud CHEREM, 2015).
A linguagem empregada no LaTeX permite aos autores, através de comandos textuais, inserir e formatar os elementos necessários para dar forma ao texto final, pronto para impressão. O LaTeX é especialmente útil para textos científicos onde há muitas fórmulas e/ou símbolos.  Há um sistema para: criação de bibliografias; inserção de figuras, tabelas e legendas, com suas respectivas listas de tabelas e de figuras no sumário; inserção de elementos matemáticos como equações, matrizes, símbolos e teoremas que são numerados automaticamente e referenciados através de “rótulos” criados pelo próprio usuário (CHEREM, 2015).
Vantagens e desvantagens do uso de LaTeX
Algumas das vantagens apresentadas para a utilização do LaTeX são:
·         É um programa gratuito e de código aberto, o que significa que o usuário pode: utilizá-lo para diversos propósitos; estudar o funcionamento do programa e mudá-lo para atender as suas necessidades; criar versões modificadas ou derivadas do programa; redistribuir cópias (THE FREESOFTWARE FOUNDATION, 2014).
·         É um programa estável: um arquivo salvo em Tex, no dia da sua criação em 1978 pode ser aberto, editado e compilado exatamente da mesma forma hoje (CHEREM, 2015).
·         Tem um formato portátil e multiplataforma, podendo ser utilizado e instalado nos sistemas operacionais mais comuns: UNIX, Mac, Windows, Linux, Free BSD.
·         Os documentos em Tex são leves e de fácil exportação, o que permitem um envio mais ágil e fácil arquivamento (CHEREM, 2015).
·         O LaTeX não possui bugs, sua plataforma é regular e sem falhas. Como prova desta estabilidade, Knuth oferece em torno de 300,00 dólares para cada bug reportado. Por esse motivo, o LaTeX se torna muito confiável perante seus usuários (FILHO; SILVA, 2009).
Em contrapartida essa plataforma possui algumas desvantagens:
·         Sua interface é complexa para algumas pessoas: o modo de trabalho com um software que não é visual (o resultado não é visto imediatamente) pode desencorajar usuários que não têm familiaridade com programação (CHEREM, 2015).
·         A linguagem de programação pode complicar algumas ações que são mais simples em outras plataformas (CHEREM, 2015).
·         Os controles de revisões e versões apresentam muitas dificuldades e instabilidades, sendo propícios a erros e perdas de informações. Em um trabalho conjunto, caso alguém não use o LaTeX, a troca de trabalhos para revisão acontece em pdf, o que pode não ser ideal para revisões e correções (FILHO; SILVA, 2009).
·         A necessidade de utilização de diversas ferramentas auxiliares, como por exemplo, o uso de editores e corretores ortográficos. A instalação e a manutenção dessas ferramentas adicionais pode dificultar a utilização do LaTeX por parte de usuários mais leigos (FILHO; SILVA, 2009).
·         Já em relação ao código fonte do LaTeX, quando criado por terceiros pode proporcionar dificuldades de legibilidade em relação a diversos usuários(FILHO; SILVA, 2009).
O uso do LaTeX na área acadêmica no Brasil 
Cherme (2015) afirma que o uso do LaTeX no Brasil é bastante restrito, mesmo em áreas em que seu benefício é mais tangível, como nas ciências exatas ou engenharias e que um dos maiores desafios para a disseminação de seu uso é a falta de apoio institucional oficial na área acadêmica e científica. Para o autor, o passo inicial seria a aceitação desse sistema como ferramenta de trabalho, bem como uma divulgação mais ativa através do desenvolvimento de material didático e iniciativas de capacitação.
Estrutura Básica de um Arquivo Fonte LATEX
O processamento do texto com o LaTEX é feito em duas etapas: primeiro o texto a ser impresso e os comandos de formatação são escritos em um arquivo fonte com o uso de um editor de textos e em seguida o arquivo fonte é submetido ao LaTEX. (SANTOS, 2011).
Todo arquivo fonte LATEX, que normalmente tem a extensão .tex tem um preâmbulo e um corpo de texto. No preâmbulo estão os comandos que especificam parâmetros globais para o processamento do texto, tais como tipo de documento, formato do papel, altura e largura do texto, a forma de saída das páginas com sua paginação e cabeçalhos automáticos.  O preâmbulo termina com o comando \begin{document}. Tudo que está abaixo deste comando é interpretado como corpo. No corpo está o texto propriamente dito junto com comandos de efeito local. O corpo termina com o comando \end{document} (SANTOS, 2011).
Tutorial de utilização
O site www.latex-tutorial.com traz uma série de tutoriais e ferramentas para facilitar a utilização do LaTeX. Estes tutoriais fornecem uma introdução prática ao LaTeX. A Figura 1 apresenta a lista dos tutoriais oferecidos pelo site.
Figura 1: Tutorias para uso do LaTeX
Além dos tutorias o site traz ferramentas interessantes como o Sandbox (Figura 2) que permite o usuário experimentar os comandos matemáticos do LaTeX e o LaTeX table editor (Figura 3) que é um editor gráfico online de tabelas LaTeX com visualização ao vivo do LaTeX e que permite a edição de tabelas, importação do Excel / .csv e geração o código da tabela LaTeX em funcionamento. O site ainda traz listas com os comandos para a inserção de letras do alfabeto grego, símbolos matemáticos e formatação de textos no Latex.
Figura 2: Ferramenta Sandbox

Figura 3: Ferramenta Editor/gerador de tabelas 
Outros editores
Além do LaTeX existem outros processadores para a formação de texto que apresentam suas próprias particularidades e especialidades.
LyX
O LyX é um processador de documentos de código aberto que pode ser executado em Linux/Unix, Windows e Mac OS X. O LyX combina o poder e a flexibilidade do TeX/LaTeX com uma interface familiar ao usuário, semelhante a qualquer processador de texto WYSIWYG.
No LyX as possíveis formatações que o LaTeX fornece são apresentadas ao usuário como controles visuais, como o sumário (que pode ser utilizado para navegar pelo documento), links dinâmicos (para figuras, tabelas, seções, páginas etc.), numeração automática das seções. Essa combinação resulta em uma ótima ferramenta para a criação de conteúdo matemático e de documentos estruturados, como artigos acadêmicos, teses e livros. Além disso, listas de referências, geradores de índice e outras ferramentas também fazem parte do pacote. 
O LyX automatiza a formatação de acordo com conjuntos de regras pré-definidas, que garante a sua consistência mesmo nos documentos mais complexos. O LyX produz conteúdo profissional de alta qualidade utilizando o LaTeX, um sistema poderoso para tipografia de documentos.
Texture
O Texture é um editor de texto científico projetado para editores e autores cujo objetivo é facilitar a interação contínua entre autores e periódicos, melhorando a velocidade geral da publicação digital. O Texture teve seu desenvolvimento iniciado em 2014 pelo Substance Consortium (formado pelo Public Knowledge Project (PKP), Collaborative Knowledge Foundation (CoKo), Scientific Electronic Library Online(SciELO), Érudit e Substance) e é projetado com a colaboração de  cientistas e editores que indicam os recursos que melhor suportam suas necessidades diárias. Dessa forma, os cientistas poderão concentrar toda sua atenção na pesquisa e os editores em garantir conteúdo de alta qualidade.
Com o DAR , um formato de arquivo compatível com padrões para artigos de periódicos, e o Texture , um editor visual de código aberto para pesquisa, pretende-se simplificar simultaneamente os processos de fluxo de trabalho e reduzir significativamente os custos de produção dos periódicos.  Ao permitir que um amplo conjunto de atores trabalhe diretamente no manuscrito XML em todos os estágios, o Texture elimina a necessidade de especialistas em XML e a etapa final de conversão de conteúdo para a qual muitos editores contam com o caro suporte de terceiros. Dessa forma o fluxo de trabalho com o Texture é composto por cinco etapas:
Caixa de texto: A equipe de produção usa a Textura para editar o documento.Caixa de texto: Os autores fazem login pelo site do editor e usam o Texture para responder a consultas, fazer alterações finais e aprovar o artigo para publicaçãoalterações finais e aprová-lo para publicação.Caixa de texto: A equipe de produção faz as alterações finais e o artigo está pronto para publicação.
1.      Submissão: O artigo vem diretamente como um arquivo DAR ou é convertido de um arquivo DOCX
2.      Revisão por pares: Autores e revisores completam várias iterações de revisão usando Textura para comentar e reenviar.
3.      Produção inicial: A equipe de produção usa a Textura para editar o documento.
4.      Autor proofing: Os autores fazem login pelo site do editor e usam o Texture para responder a consultas, fazer alterações finais e aprovar o artigo para publicação.
5.      Produção final: A equipe de produção faz as alterações finais no documento. Um processo de verificação de qualidade é executado usando textura. O papel está pronto para publicação.
As vantagens obtidas com o uso do Texture são:
·         Edição visual – o artigo completo pode ser editado em uma interface de processador de texto familiar. 
·         Formatação automática e geração de etiquetas – referências são formatadas automaticamente. Os rótulos para referências cruzadas, figuras, tabelas e notas de rodapé são gerados automaticamente.
·         Uma única fonte de informação - O artigo é representado no formato DAR durante todo o processo de publicação. Isso torna obsoletos os processos de conversão dispendiosos.
·         Desenvolvimento liderado pela comunidade -  A textura é um software de código aberto e o desenvolvimento é suportado por um consórcio de editores.

Referências bibliográficas
CHEREM, Y. A. A utilização do sistema de preparação de textos LaTeX na produção de textos acadêmicos no Brasil: uma investigação preliminar e perspectivas. Inf. Inf., Londrina, v. 20, n. 1, p. 228 - 249, jan./abr. 2015.
DUARTE FILHO, N. F. ; SILVA, M. T. N.  LaTeX: Benefícios, Mitos e Temores. SBC Horizontes, SBC - Porto Alegre, RS, , v. 2, p. 39 - 43, 05 dez. 2009.
SANTOS, R. J. Introdução ao Latex. Universidade Federal de Minas Gerais. 2011. http://www.mat.ufmg.br/~regi.
www.latex-tutorial.com


Editais Internacionais de Fomento à Pesquisa. O desenvolvimento científico está posicionado como grande propulsor do futuro de uma naç...